Sopa do mar

Esta sopa cheira a mar. Cheira ao mar azul da Ericeira. À família sentada à mesa. Já a comi no verão, no outono, na primavera e no inverno. Já a comi em dias quentes, e em dias de muito frio. Sabe sempre bem, conforta sempre o estômago e a alma.

A melhor parte? A base é feita com cascas. Há lá melhor aproveitamento de desperdícios que este?

Leva:
1/2 kg de camarão cozido (ou apenas as cascas, se quiserem usar o camarão para outra coisa)
1 cebola
3 dentes de alho
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de chá de pimentão doce
pimenta de caiena a gosto
150 ml de polpa de tomate
3 colheres de sopa de maizena
1 molho de coentros
sal a gosto
fatias de pão (uso pão alentejano sempre que possível)

Começa-se por descascar os camarões, colocando as cascas numa panela e reservando o miolo (que podem usar na sopa ou noutra coisa que queiram). Coloca-se água na panela até 2 dedos acima das cascas e deixa-se cozer em lume brando uns 15 minutos. Tira-se a panela do lume e pressionam-se as cascas, para soltarem o sabor (uso um esmagador de batatas para o fazer), e reserva-se a água da cozedura.

Numa panela, refoga-se a cebola e o alho num pouco de azeite. Junta-se o pimentão doce e a pimenta de caiena e deixa-se fritar um pouco. Junta-se a polpa de tomate e a água da cozedura do camarão e deixa-se cozinhar mais 10 minutos. Passa-se bem com a varinha mágica, junta-se a maizena dissolvida em água fria e deixa-se cozer até engrossar. Rectifica-se de sal e pimenta.

Juntam-se ao caldo os coentros picados e, se quiserem usar, o camarão (eu parto-o em pedacinhos e deixo apenas 1 ou 2 inteiros por cada prato). Serve-se quente, acompanhado de pão torrado.

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